Invariavelmente, gerir é algo que nos é imposto, aceitemos ou não. É condição inerente à existência.
Quando não há consciência disso, torna-se um motivo de incômodo. Um direito latente que pulsa no âmago, sob o qual depositamos o mal de toda sorte em causas terceiras, para sentir algum alívio; mesmo que temporário. Esse sofrimento, cedo ou tarde, é que nos impulsiona a assumir a responsabilidade de gerir, a tomada de consciência desse direito.
Como todo direito prescinde de deveres. É natural que haja espanto e temor, na medida em que avançamos na direção da tomada de consciência de nosso poder pessoal, e da influência que ele exerce no meio.
Surge então, o desafio das relações humanas. A arte de transitar e interagir entre os egos de cada gestor da existência, cada qual portador de valores e crenças gerados a partir da interpretação de sua experiência pessoal.
Na medida em que avançamos nessa tomada de consciência, nos curamos da miopia e do comodismo que nos tolhe a capacidade de exercer a plenitude nossos direitos e deveres.
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